Contexto


À medida que o mundo está mudando, a UE deve se tornar uma economia inteligente, sustentável e inclusiva, de modo que os Estados membros consigam alcançar a empregabilidade, sustentabilidade, produtividade e coesão social. Levando em consideração que mais de 99% de todas as empresas são PME, as quais fornecem dois terços dos empregos do setor privado e contribuem para mais de metade do valor agregado total criado pelas empresas na UE, torna-se mais evidente o papel crítico das PME na concretização da Estratégia Europa 2020. Apesar desta estratégia e dos esforços árduos da Europa para se recuperar de uma grave crise económica, as taxas de desemprego ainda são elevadas, especialmente para os países como Grécia 26,5%, Espanha 24,5% e Portugal 14,1%.

A Alemanha e a Itália são as menos afetadas, uma vez que a Itália representa cerca de 73% do PIB e também é o segmento de crescimento mais rápido (The Bank of Italy, Reuters, Kpmg, OECD, ISTAT) enquanto que a Alemanha investe 158 mil milhões de euros em novos edifícios e instalações, representando uma participação de 27% da formação bruta total de capital fixo e 45% do investimento corporativo total.

Eles empregam 29,1 milhões de pessoas, ou 68% da população trabalhadora. Proporcionam formação para mais de 1,2 milhão de jovens – isto é, 89% de todos os formandos.
Há estudos que indicam que mesmo dentro das condições económicas atuais, ainda existem empresas que demonstram um rendimento notável, muito acima da média no setor a que pertencem. Parece que estas empresas beneficiaram da crise e que utilizaram-na como uma oportunidade.

As PME no setor de negócios não financeiros na Alemanha e na Bulgária, apresentaram um desempenho positivo e significativo em termos de número de empresas, emprego e valor agregado, com ganhos superiores a 3%.

Por quê? Como?
O Relatório sobre os resultados da consulta pública sobre o Plano de Ação para o Empreendedorismo 2020 ou a Comunicação da Política Industrial 2014 reconhecem que a aprendizagem alvo, a exploração de oportunidades de financiamento, a internacionalização, a melhoria do ambiente empresarial, os investimentos em inovação e as novas tecnologias, planos de eficiência de produção e recursos, são considerados como fatores críticos de crescimento e desenvolvimento.

Mas, uma vez mais questionamos, o que torna uma PME capaz de se comportar bem nesses fatores?
Qual é o segredo do sucesso das PME que, apesar da tendência desfavorável, conseguem ter sucesso?

Estas questões, são o que o projeto proposto pretende investigar, acreditando que a resposta revelará o segredo do sucesso, de acordo com o sistema de gestão interno adotado pelas PME, o que revelará as suas necessidades específicas, em termos de capacidades internas, que quando satisfeitas (através da formação entre outros planos), um futuro viável e até mesmo o seu crescimento. Para atingir este objetivo ambicioso, é necessária uma análise aprofundada dos pontos fortes dos sistemas de gestão que é oferecida pelos vários padrões, modelos e ferramentas que são ou podem ser aplicados às PME. As ferramentas de gestão como o balanced scorecard, benchmarking, CRM, segmentação de clientes, gestão por objetivos, etc., todos incluem as peças da figura completa da excelência empresarial e do potencial de negócios.

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